Vista do 30 St Mary Axe que inclui a paisagem urbana e o Rio Tâmisa. Fonte: Foster + Partners.

Construído entre 2001 e 2004, o 30 St Mary Axe, também conhecido como The Gherkin, é um edifício financeiro emblemático por sua verticalidade, 180 metros de altura, na paisagem horizontal de Londres, Inglaterra. O projeto é do arquiteto Norman Foster. Atualmente o edifício pertence ao Grupo Safra do banqueiro brasileiro Joseph Safra, adquirido em novembro de 2014.

Contraste entre a horizontalidade e verticalidade da obra de Norman Foster. Fonte: Archive.

Norman Foster descreve  o 30 St Mary Axe como o primeiro edifício ecológico de Londres que sobre quarenta e um andares em 76.000 metros quadrados de área construída. No topo do edifício um salão oferece uma vista de 360 graus de toda a capital. O design de Foster proporciona, não só no topo, vistas espetaculares para os usuários.

Interior do último andar. Fonte: Foster + Partners.

Segundo o Portal Arcelor Mittal, a torre incorpora uma estratégia ambiental em constante progresso. A sua forma aerodinâmica maximiza a quantidade de luz e ventilação natural e portanto diminui significativamente o consumo de energia do edifício. Uma das medidas ambientais adotadas no projeto é economizar 50% de energia comparando-o com um edifício comercial que utiliza ar condicionado. 

Vista noturna do 30 St Mary Axe.  Foster + Partners. 

A partir de uma geometria triangular é permita a forma espiral, vedada com 5.500 painéis de vidro que abrem e fecham de acordo com as modificações climáticas. A fachada lisa também auxilia ambientalmente, através dela o ar é direcionado para os condutas espirais.

Acesso principal do edifício. Visitas só são permitidas uma vez no ano, por meio de um projeto inglês denominado Open-City. Fonte:  Foster + Partners.

Segundo Aloísio Leoni Schmid (2008), o 30 St Mary Axe se diverge da regularidade das aberturas dos edifícios altos. Segundo sua análise, o prédio possuí uma variação contínua e não-linear. Do ponto de vista ambiental, a fachada é ventilada e aerodinâmica e a planta é totalmente variável.

Vista com os andares escalonados. Fonte: Beautiful Buildings.

Schmid aponta o diferencial desta obra de Norman Foster em um artigo que questiona, do ponto de vista ambiental, construções à base de repetições de pavimento, prática de projeto que resulta em uma simples projeção.

30 St Mary Axe – Foster & Partners. Archive. Disponível em: <arc-hive.it/lens_portfolio/30-st-mary-axe-foster-partner>. Acessado em 13 Fev de 2015.

30 St Mary Axe. Constructalia. Disponível em: <constructalia.com/portugues_br/galeria_de_projetos/reino_unido/30_st_mary_axe#.VN4Hx_nF_d0>. Acessado em 13 Fev 2015.


30 St Mary Axe, London. Beautiful Buildings. Disponível em: <beautifulbuildings.blogspot.com.br/2009/02/30-st-mary-axe-london.html>. Acessado em 13 Fev 2015.

Foster + Partners. Disponível em: <fosterandpartners.com/design-services/interiors/30-st-mary-axe-interiors>. Acessado em 13 Fev.

SCHMID, Aloísio. Edifícios altos: a regularidade das aberturas (de cima até embaixo) questionada do ponto de vista ambiental. Arquitextos. Disponível em: <vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.094/157>. Acessado 13 Fev 2015.